quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ciranda.


Num círculo imaginário, almas embriagadas cantarolavam em diversos sons, um coro uníssono. Um ritmo demoníaco bailava no cintilar teme dos olhos, era fogo molhado, que quer devorar uma lebre, pois o leão observa a presa. Quero te morder, quero brincar de morder, quero amolar minhas presas, minhas armas, quero corta-lhe a pele, retalhar-te, ver sangue escorrer, pois sangue é vermelho, vermelho como o prazer. Quero lamber suas feridas, como um cachorro. Quero enxugar suas lágrimas com minha língua, sugar a mensagem dos seus olhos com a boca. Quero gargalhar sem medo... Nessa ciranda, o que importa mesmo, é ver a poeira levantar. Esqueça a fantasia da música, o que importa são as armas e as armaduras de Jorge, avante!, o dragão é o medo, medo este que está além da lua, está do seu lado, atrás de você, na sua frente. Depende do referencial. Mas é igual a você, sendo mais forte que você, mas a vitória é sua. Sombras, não aparecem nas trevas. Mas não adianta viver, se não existir nãos. O que diria da vitória? Vamos apenas bailar. Rodar. Ciranda.

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