Num círculo
imaginário, almas embriagadas cantarolavam em diversos sons, um coro uníssono.
Um ritmo demoníaco bailava no cintilar teme dos olhos, era fogo molhado, que
quer devorar uma lebre, pois o leão observa a presa. Quero te morder, quero
brincar de morder, quero amolar minhas presas, minhas armas, quero corta-lhe a
pele, retalhar-te, ver sangue escorrer, pois sangue é vermelho, vermelho como o
prazer. Quero lamber suas feridas, como um cachorro. Quero enxugar suas
lágrimas com minha língua, sugar a mensagem dos seus olhos com a boca. Quero
gargalhar sem medo... Nessa ciranda, o que importa mesmo, é ver a poeira
levantar. Esqueça a fantasia da música, o que importa são as armas e as
armaduras de Jorge, avante!, o dragão é o medo, medo este que está além da lua,
está do seu lado, atrás de você, na sua frente. Depende do referencial. Mas é
igual a você, sendo mais forte que você, mas a vitória é sua. Sombras, não
aparecem nas trevas. Mas não adianta viver, se não existir nãos. O que diria da
vitória? Vamos apenas bailar. Rodar. Ciranda.
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