domingo, 8 de julho de 2012

lágrima de ártemis.


Numa noite sem estrelas, procurei sua constelação, seu sorriso. No efêmero perdido, ouvindo um blues pesado que me lembrava o futuro desesperador. O sonho. O passado rabiscado na parede de uma caverna, vi a evolução. Do ser, do macaco. Do animalesco ser que fui, foi-se pra velhice ranzinza. Que sorria, sorria pra céu estrelado, de um dia ensolarado, de uma noite outonal. Cheiro de outono, folha seca, terra molhada, de angústia mastigada, de sentimentos vomitados. Figuram um beijo. Uma lágrima, desculpa, era uma gotícula de chuva, da nova Diana escondida do imponente escorpião.

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