Numa noite sem
estrelas, procurei sua constelação, seu sorriso. No efêmero perdido, ouvindo um
blues pesado que me lembrava o futuro desesperador. O sonho. O passado
rabiscado na parede de uma caverna, vi a evolução. Do ser, do macaco. Do
animalesco ser que fui, foi-se pra velhice ranzinza. Que sorria, sorria pra céu
estrelado, de um dia ensolarado, de uma noite outonal. Cheiro de outono, folha
seca, terra molhada, de angústia mastigada, de sentimentos vomitados. Figuram
um beijo. Uma lágrima, desculpa, era uma gotícula de chuva, da nova Diana
escondida do imponente escorpião.
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