quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Confissões num rabisco.


Confesso que já senti vontade de criptografar segredos e espalhar pela web; de escrever de um futuro cego, de uma fé quase greco-romana; de ler gibis, mas pensar que tô lendo Freud, e simplesmente filosofar. De  olhar pro lado, e apenas sorrir, esperando uma cara emburrada, de uma criança qualquer; Vontade de me melar de sorvete de chocolate e passar minha tarde jogando uma aventura qualquer no computador. De raptar a vizinha, por um motivo fútil. De vender sonhos, e comprar realidades. De parar o tempo, ou avançar cenas chatas. De trabalhar sentado numa plateia de circo, comendo pipoca e bebendo guaraná. De ser uma alma vazia sentada no bar, de caçar ventos, e colher furacões, regar de vinagre de uva. Dançar no bosque, sentar no baile, velejar numa geleira, e me banhar num lago congelado. Mas, espera, o tempo do coelho despertou, Alice acordou, e você viajou. Confesse!

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