Ele vagava pela planície, cansado e fraco, o reencarnado, era um andarilho, todos os lugares já narrados ou vistos para ele não fazia mais sentido, apenas guardava consigo uma pequena arca, que possuía lembranças, possuía três totens, tinha figuras diferentes, eram três peças de xadrez, uma rainha, um bispo e um cavalo. Possuía um cajado na mão e farrapos sobre a roupa, e um grande chapéu que ocultava seu rosto e a face de sua alma.
De repente, na estrada, avistou um gato, ops!, na verdade uma gata, de olhos azuis como o do céu, era muito atraente aqueles olhos. Continuou no seu passo, mas a resposta não foi amistosa, um rosnado, acompanhado por uma investida, esse ser não era amigável. O cajado era a sua defesa, e as garras era o ataque; que se invertia: torres de água numa magia imprescindível, farpas de gelo, que em contrapartida esgueira se esquivava os olhos celestes. E quem avistasse o rosto dele, era louco e normal, chorava e ria.
No final os dois caíram com os rostos um sobre o outro, e entenderam o que sentiam ambos, eram iguais em muita coisa, mesmo sendo tão diferente em outras, caídos fazem um pacto de amizade, um laço, um selo.
*
Atrás de uma árvore qualquer um velho jovem observa, e um invisível ser se torna visível, se olham e apenas observam: Olhos Celestes anda sobre os ombros do Louco!
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