domingo, 11 de julho de 2010

O LAGO.

Deitado sobre a água parada que ruma pra cota mais baixa da vida, sinto o pesar na consciência de tudo aquilo que simplesmente ocorridamente, ocorreu na fantasia, no irreal dos nossos mundos, espera!, no meu mundo...

As ondas paradas não guiam nem mesmos os olhos curiosos, guiam nem mesmo o próprio espírito, nem se guiam, apenas se encontram num estado amorfo, tão amorfo quanto fisicamente aquele corpo que bóia sobre o tempo...

O tempo que passa sem causar a sensação de ocorrido, mas passa, eu diria que corre, corre pra um futuro, um futuro que além da morte não existe, porque passado não volta, ou volta em sonhos, na mente do fictício, na mente do narrador...

Agora chego ao fim perguntando qual a necessidade dessa análise, se além de dor, o que poderia gerar tudo isso?

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