quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sangue

Gotas de sangue escorrem pelos meus dedos... Foi o ouriço, que se encontrava no meu ser pusante. Se pudesses ver como se encontra este papel, viria que está rubro. Antes não queria aceitar, mas estava ali, furando, machucando... tentei finjir, mas a era das máscaras tinha ficado pra trás, lembras da promessa, oh!, quantas promessas já feitas, tão poucas consegui cumprir, maldito instinto protetor, mas isso não vem ao caso!

Agora chove... A chuva se mistura com o sangue, juntos, escorrendo ladeira abaixo, olho na transparencia da água, vejo você, vejo que foi tu que colocaste, esse maldito ouriço, chamado amor, em mim! Mesmo tendo causado tanta dor em mim, não consigo olhar pra ti, e ainda assim não sorrir... Teu semblante, simplesmente encantador, me facina! As gotas ficam cada vez mais fortes, mas o que importa que assim eu te vejo...

A chuva passou... só restou a lembrança, e a ferida... estou com medo, medo de ter, medo de perder... te quero do meu lado, nem que seja pra te acompanhar... quero te sentir... mas a ferida não fecha, estou ensopado das lágrimas, das minhas lágrimas. Não só tu, fraca!, mas eu também, sou fraco.

Desculpa... não sou forte o suficiente pra superar essas barreiras... críticas surgirão... mas por mais ferido que eu esteja, quero continuar a sentir essa sensação, estou saboreando o medo que escorre pelos meus dedos... quero continuar a ti amar... Deixas?

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